sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sem Mandamentos


     Faz tempo que não escrevo, e algumas pessoas (umas duas ou três) me cobraram por isso. Então, cá estou eu de novo. Às voltas com esse layout novo do blogger, que mudou tudo, mas vamos lá.

     Hoje ouvi uma música que me lembrou muita coisa. Lembrou um tempo em que tudo era mais fácil. Os problemas sérios daquele tempo, hoje parecem tão simples. Um tempo quando comecei a tentar dedilhar algo no violão. (Não que eu tenha aprendido muito mais de lá pra cá). Fala um pouco sobre o que nos faz feliz. Ou melhor, sobre o que precisamos pra sermos/ficarmos felizes. 

SEM MANDAMENTOS  
OSWALDO MONTENEGRO

"Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos 
De rostos serenos, de palavras soltas 
Eu quero a rua toda parecendo louca 
Com gente gritando e se abraçando ao sol 

Hoje eu quero ver a bola da criança livre 
Quero ver os sonhos todos nas janelas 
Quero ver vocês andando por aí 

Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse 
Eu até desculpo o que você falou 
Eu quero ver meu coração no seu sorriso 
E no olho da tarde a primeira luz 

Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto 
Eu quero um carnaval no engarrafamento 
E que dez mil estrelas vão riscando o céu 
Buscando a sua casa no amanhecer 

Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada 
Rasgar a noite escura como um lampião 
Eu vou fazer seresta na sua calçada 
Eu vou fazer misérias no seu coração 

Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua 
Pra escrever a música sem pretensão 
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce  
E que triunfe a força da imaginação"

Será que precisa de muito mais que isso?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

E a história se repete...

Ok, ok, ok. O Barcelona é o maior time do mundo. Perto dos maiores de todos os temos, junto com o Real Madrid dos anos 50, Santos dos anos 60, Ajax e Bayern dos anos 70 e Milan dos anos 80.

O Messi é o melhor jogador do mundo. Possivelmente um dos maiores da história.

Justamente por isso a revolta de tantas pessoas diante do que aconteceu ontem no jogo do Milan contra o Barcelona no Camp Nou. O time não precisa das "ajudas" que tão comumente recebe, especialmente em jogos decisivos da UEFA Champions League. Quem não lembra do episódio do "Escândalo de Stamford Bridge" (Jogo assim apelidado por José Mourinho, em que o Chelsea foi absurdamente prejudicado pelo árbitro Tom Henning Ovrebo) de 2009? O jogo de ontem, apesar de não tão escandaloso, entra para a mesma galeria.




A atuação do Milan foi bem inferior a atuação da semana passada, mas ainda tinha chances reais de classificação, enquanto o jogo estava empatado por 1 x 1. Principalmente se tivesse conseguido levar esse resultado para o segundo tempo.

Para terminar como disse o jornalista Paulo Vinícius Coelho: "O Barça é o melhor time do mundo. Poderia ter sido eliminado ontem, na bola -- no apito também." Ou como disse o também ótimo jornalista Mauro Cezar Pereira, também da ESPN. "E se fosse o Real do Mourinho"?

domingo, 25 de março de 2012

Noite lamentável no restaurante 4uartetto

Fui ao restaurante 4uartetto ontem com minha namorada e alguns amigos para comemorarmos o aniversário de uma amiga. E só tenho a lamentar, desde a entrada no estabelecimento:

Uma banda fraquíssima, com uma vocalista sofrível, destruindo dezenas de músicas boas;

Sempre ser recebdo por um dos responsáveis pelo estabelecimento com a gasta e desagradável piada de duplo sentido com seu sobrenome;

Demora para sermos atendidos por um garçom, para podermos fazer nossos pedidos;

Demora exagerada para recebermos nossos pedidos (Qualquer desculpa para levar mais de 15 minutos para preparar um sanduíche, seja ele qual for, é inválida). E um dos sanduíches que foi entregue estava péssimo;

Grosseria de outro funcionário do restaurante, que pelo traje DEVERIA ser um maitre, ou algo semelhante, mas, com aquele comportamento não poderia ser seuqer segurança do local;

Ao recebermos pedidos de desculpas pelo péssimo serviço durante a noite, ainda tive que ouvir "Eles (os donos do restaurante) inauguraram o boliche e não colcoaram funcionários suficientes pra atender todo mundo". É difícil contar a quantidade de erros que existem nesse pedidod e desculpas. Primeiro: Um funcionário não pode, ou pelo menos não deve, criticar a empresa em que trabalha e que lhe paga o salário diante de um cliente, como se ele próprio não fizesse parte dela. Segundo: é um grande atestado de incompetência, dizer que não estava preparado para a demanda. Ou houve erro de planejamento, ou não existe confiança no trabalho que está sendo feito. Terceiro: Os clientes não tem que responder pelas falhas apontadas que descrevi no segundo item.

E pra finalizar, depois de cancelarmos dois pedidos, ainda recebemos a conta "errada", sendo cobrados dois dos sanduíches que foram cancelados por conta da demora;

Uma pena, pois realmente gostava daquele restaurante. Já fui algumas vezes, e apesar de uma outra vez não possuir um dos pratos que pedi, nunca havia pensado em deixar de ir, pois sempre fui bem servido e bem atendido. Poorém nunca havia ido ali num sábado à noite. Acho que não volto tão cedo. Não acho admissível você preciosar "acertar" o dia num restaurante para ser bem atendido.

Enfim, depois desse festival de decepções, fomos ao Habib's ali perto e fizemos um lanche rápido.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Frivolidades

Ao meu amigo PH.

Falar sobre frivolidades com pessoas que não conhecemos bem é uma ótima maneira de passar o tempo, fugir da rotina, ter alguns momentos, possivelmente, divertidos sem risco.

Muitas vezes não gostamos de coisas novas. Temos medo. Creio que isso chega a ser evolutivo, o medo. Temos medo de correr riscos, de testar, tentar, aprender, se entregar. Claro! Todos temos nossas bagagens, nossos traumas, nossos problemas, nossa história.

Todos já falhamos com alguém, fomos traídos, magoamos e fomos magoados. Às vezes confiamos demais em quem não merecia, ou não fomos dignos da confiança de alguém.

E quando isso acontece contra a gente, criamos um escudo, um muro a nossa volta, que nos impede de voltarmos a ser como éramos. De certa forma, nunca somos as mesmas pessoas, dia após dia. Por isso, algumas vezes, é muito melhor criarmos um vínculo social superficial, apenas para fugirmos da solidão que nos impusemos para evitar ser machucados de novo.

Mesmo com nossos amigos, aqueles de verdade, em quem você confiaria sua senha do banco, (ou do facebook, que hoje algumas pessoas levam tão sério quanto a primeira)que confiaria cuidar da sua casa ou dos seus filhos, você tem necessidade desses pequenos momentos de futilidades, como discutir qual o super-herói mais poderoso, ou qual seriado de tv é o mais divertido. (

O importante é não deixar que esse muro cresça tanto que nos impeça de ver o que tem do outro lado, de tentar ver o melhor das pessoas. Mas sem exageros. Eu mesmo faço muito isso, de tentar ver o lado bom de todo mundo e normalmente me dou mal, mais cedo ou mais tarde, mas isso é conversa pra outro dia...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Hein? Nem me pergunte...

Tenho que voltar a escrever. Tô perdendo o hábito e o jeito com as palavras. É curioso,porque é algo que eu gosto bastante e me faz tão bem. Colocar tudo que existe no peito e na cabeça pra fora, pela ponta dos dedos.

Mesmo sem saber quem vai ler e quando. Ou porque. Ou ainda mais importante... Se aquela pessoa que você mais quer que leia vai ler e se vai saber interpretar exatamente o que você está "falando" e se surtirá o efeito esperado.

Quem sabe? Acho que, se eu quisesse realmente saber, não escreveria. Pelo menos não aqui. Não publicamente, dessa forma. e ao mesmo tempo, não é porque algo precisa ser dito, que necessariamente precisa ser ouvido.

Vai entender... Nem me perguntem, porque eu também não entendi muito bem. Ultimamente meus dedos e minha mente não andam muito em acordo.

Grande abraço e fiquem com Deus.

"Ele a viu, numa noite, dançando, despreocupadamente, como se mais ninguém estivesse ali. E daí se tinha mais alguém. Estava radiantemente feliz, com seu sorriso sempre acolhedor. Faltou um tantinho de coragem pra se aproximar. Mas, se aproximar pra que? Melhor deixar tudo como está."

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Tempo...

É algo curioso o tempo. Como pra cada pessoa ele parece passar numa velocidade diferente, mesmo sendo exatamente igual para todos.

Porque temos a sensação de que ele passa mais rápido quando nos ocupamos no trabalho, ou em situações prazerosas? E porque ele parece não passar nunca quando estamos em maus momentos, seja no campoo profissional, sentimental, ou algo do tipo?

O mais curioso sobre o tempo, é que independente de como nós o usamos ou aproveitamos, ele sempre passa. E depois que ele passa, sempre parece que foi muito rápido. Chega a ser surreal isso. E dá margem a milhões de questionamentos filosóficos, com diversas conclusões e pontos de vista. Não importa se foi um período bom ou ruim, muito ou pouco tempo. Um mês, seis meses, um ano... Ele sempre passa...

Uma amiga uma vez me falou: "Nós estamos numa época em que os anos passam voando e os dia parecem durar uma eternidade"

Se vocês não entenderam, eu menos... Minha cabeça anda meio avoada esses dias. O jeito é esperar que ele passe... E ele passa, sempre passa..

Grande abraço e fiquem com Deus!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Andar de bicicleta...

Já falei pra vocês como aprendi a andar de bicicleta? Não? Pois senta aí e lê que a história é boa.

Quando tinha cerca de 5 anos, minha mãe percebeu que era hora de eu aprender a andar de bicicleta sem aquelas rodinhas. Porém, como eu sou o caçula e único filho homem, ela ficou insegura de ser muito "cuidadosa" e acabar "estragando" alguma coisa.

Então, teve a brilhante idéia de mandar duas das minhas irmãs, de 14 e 10 anos me ensinarem. Elas o fizeram, de forma bem prática.

A casa em que morávamos era construída em um terreno bem íngreme, com a edificação em um área plana e uma imensa (pra quem tinha 5 anos, parecia imensa) ladeira, que levava da varanda da frente até o quintal, do lado da casa.

Foi ali que elas me ensinaram. Me colocavam no topo dessa ladeira, me ajudavam a me equilibrar na bicicleta, e me davam um empurrãozinho, dizendo: VAI! A partir daí era simples: Ou eu ficava equilibrado e aprendia a andar, ou me arrebentava completamente, ou na descida, ou no portão da garagem, que ficava no fim do quintal.

Ah, um dos momentos mais felizes desse aprendizado foi quando eu descobri um galho de árvore em que eu podia me segurar, antes de bater no portão. Aí só quem sofria danos consideráveis era a pobre bicicleta.

Hoje eu vejo uma analogia interessante com isso. Apesar de morrer de medo de me machucar com as possíveis quedas, eu sempre tentava de novo. Porque? Porque ali havia tudo que eu precisava: pessoas que me amavam, em quem eu confiava, e que estavam tentando me ajudar a vencer um grande desafio, mesmo sabendo dos riscos envolvidos naquela empreitada.

Às vezes, tudo o que a gente precisa pra vencer um desafio que antes parecia inalcançável, intransponível, é alguém que nos ame, pra dar um empurrão e dizer:

VAI! Se cair, provavelmente vai doer, mas eu vou estar aqui pra te ajudar a levantar, então vai!

Um grande abraço, e fiquem com Deus!