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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Amizade

     O que é um Amigo? Pra que serve um amigo? O que torna um amigo mais especial que outros?

     Todos temos vários círculos de amizade, concêntricos, de raios diferentes, variando de acordo com a sua proximidade conosco.

     Existem aqueles amigos de fim de semana, de "happy hour", de bebedeira, de conversa fiada que não leva a lugar nenhum. Existem aqueles com quem você sempre conversa, mas nunca sai pra "eventos sociais". São apenas amigos virtuais, para conversar por redes sociais, ou no máxximo por telefone.



     Há também aqueles que você só encontra em eventos sociais, como casamentos de amigos em comum, ou aqueles colegas de trabalho, com quem você acaba por criar um certo vínculo, mas não chegam a ser seus amigos.

     Todos esses podem ser ótimas companhias, mas não considero que cheguem a amizade. Amigo, na minha opinião, é aquele cara que, mesmo a centenas, ou milhares de quilometros de distância, ou a dois quarteirões, sente que você precisa dele e te liga. Ou dá pelo menos algum sinal de vida, com uma mensagem de texto aparentemente sem sentido no celular no meio da noite como quem diz, "tô aqui", "pode contar comigo". Pra quem você manda uma mensagem de texto às 2:00 da manhã perguntando se pode ligar pra ele e te liga em seguida.

     Alguém pra quem tempo e distância não fazem diferença, pois a cada reencontro, esse tempo e distância só servem pra alimentar aquele imenso pacote de histórias repetidas que serão contadas dezenas de vezes, e que todos lembram e sabe de cor, mas que sempre são interessantes. Não pelo conteúdo da história, ams pelos personagens.



      Aquela pessoa que, chega sema visar na sua casa e você briga com ele, não pelo modo como ele chegou, mas pelo tempo que faz que ele não vai lá.

     Que briga com você porque sua casa tá suja, ou a piscina, ou a pia. Que te impede de fazer aquela ligação que só vai lhe deixar pior. Que te ajuda a não tomar decisões ruins, e que, mesmoq ue você faça exatamente o contrário do que ele disse, vai estar ali pra você. E depois, vai tirar onda por conta disso e ainda ficar lhe cobrando, muitas vezes, publicamente. Não para lhe azucrinar, ou humilhar. Só pra curtir, ou ajudar.

     Alguém que serve de companhia tanto pra ver aquele super filme repetido pela 485713089571057 vez, quanto pra ir pra pré-estreia, à meia noite. Ou pra assistir de novo, um filme terrível só porque você pediu. ou, pra lhe sacanear, manda assistir um filme terrível, dizendoq ue você vai gostar.

     Ninguém é, ou tem, um amigo perfeito. Tenho certeza que eu não sou. Talvez não faça metade das coisas que exemplifiquei no texto. Talvez meus amigos não façam o que eu escrevi aqui. Mas, no fundo, não importa. Afinal, somos todos parte da pior espécie que habita o planeta, mas o fato de termos pessoas assim ao nosso lado, ainda que distantes, é que faz a vida valer a pena.

     No final, são eles que farão parte das maiores aventuras da sua vida. Ou melhor, eles que contarão boa parte das suas aventuras, certamente, com o máximo de exagero possível. E você ainda fica feliz com isso.

    Tudo isso pra dizer que, felizmente, eu tenho Amigos. E que Amigos!


    Grande abraço, e fiquem com Deus! ( Aos que acrditam. Aos que não acreditam, só um grande abraço)


    

quinta-feira, 1 de março de 2012

Frivolidades

Ao meu amigo PH.

Falar sobre frivolidades com pessoas que não conhecemos bem é uma ótima maneira de passar o tempo, fugir da rotina, ter alguns momentos, possivelmente, divertidos sem risco.

Muitas vezes não gostamos de coisas novas. Temos medo. Creio que isso chega a ser evolutivo, o medo. Temos medo de correr riscos, de testar, tentar, aprender, se entregar. Claro! Todos temos nossas bagagens, nossos traumas, nossos problemas, nossa história.

Todos já falhamos com alguém, fomos traídos, magoamos e fomos magoados. Às vezes confiamos demais em quem não merecia, ou não fomos dignos da confiança de alguém.

E quando isso acontece contra a gente, criamos um escudo, um muro a nossa volta, que nos impede de voltarmos a ser como éramos. De certa forma, nunca somos as mesmas pessoas, dia após dia. Por isso, algumas vezes, é muito melhor criarmos um vínculo social superficial, apenas para fugirmos da solidão que nos impusemos para evitar ser machucados de novo.

Mesmo com nossos amigos, aqueles de verdade, em quem você confiaria sua senha do banco, (ou do facebook, que hoje algumas pessoas levam tão sério quanto a primeira)que confiaria cuidar da sua casa ou dos seus filhos, você tem necessidade desses pequenos momentos de futilidades, como discutir qual o super-herói mais poderoso, ou qual seriado de tv é o mais divertido. (

O importante é não deixar que esse muro cresça tanto que nos impeça de ver o que tem do outro lado, de tentar ver o melhor das pessoas. Mas sem exageros. Eu mesmo faço muito isso, de tentar ver o lado bom de todo mundo e normalmente me dou mal, mais cedo ou mais tarde, mas isso é conversa pra outro dia...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Andar de bicicleta...

Já falei pra vocês como aprendi a andar de bicicleta? Não? Pois senta aí e lê que a história é boa.

Quando tinha cerca de 5 anos, minha mãe percebeu que era hora de eu aprender a andar de bicicleta sem aquelas rodinhas. Porém, como eu sou o caçula e único filho homem, ela ficou insegura de ser muito "cuidadosa" e acabar "estragando" alguma coisa.

Então, teve a brilhante idéia de mandar duas das minhas irmãs, de 14 e 10 anos me ensinarem. Elas o fizeram, de forma bem prática.

A casa em que morávamos era construída em um terreno bem íngreme, com a edificação em um área plana e uma imensa (pra quem tinha 5 anos, parecia imensa) ladeira, que levava da varanda da frente até o quintal, do lado da casa.

Foi ali que elas me ensinaram. Me colocavam no topo dessa ladeira, me ajudavam a me equilibrar na bicicleta, e me davam um empurrãozinho, dizendo: VAI! A partir daí era simples: Ou eu ficava equilibrado e aprendia a andar, ou me arrebentava completamente, ou na descida, ou no portão da garagem, que ficava no fim do quintal.

Ah, um dos momentos mais felizes desse aprendizado foi quando eu descobri um galho de árvore em que eu podia me segurar, antes de bater no portão. Aí só quem sofria danos consideráveis era a pobre bicicleta.

Hoje eu vejo uma analogia interessante com isso. Apesar de morrer de medo de me machucar com as possíveis quedas, eu sempre tentava de novo. Porque? Porque ali havia tudo que eu precisava: pessoas que me amavam, em quem eu confiava, e que estavam tentando me ajudar a vencer um grande desafio, mesmo sabendo dos riscos envolvidos naquela empreitada.

Às vezes, tudo o que a gente precisa pra vencer um desafio que antes parecia inalcançável, intransponível, é alguém que nos ame, pra dar um empurrão e dizer:

VAI! Se cair, provavelmente vai doer, mas eu vou estar aqui pra te ajudar a levantar, então vai!

Um grande abraço, e fiquem com Deus!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Lá vamos nós... De novo!

Tenho vivido um período de muitas e intensas mudanças na minha vida pessoal. Não vou gastar a paciência dos poucos que podem voltar a frequentar esse espaço com detalhes do que aconteceu, até por que, os que me visitam aqui sabem bem do que se trata.

Dentre as mudanças que me vi forçado a fazer, a maioria veio para melhor (pena que só agora consigo ver isso), especialmente uma viagem fundamental que eu nunca havia feito: Uma jornada de auto-conhecimento. Tenho lido, estudado e conversado muito, inclusive com várias pessoas que a muito tempo não falava. Acho que essa tem sido a melhor parte da viagem. Conversas em "velocidade de cruzeiro", sem sobressaltos, tensões, cobranças..

Ao mesmo tempo, tenho aprendido a valorizar os períodos de solidão, para refletir sobre a vida, as pessoas e problemas que me cercam, e os novos rumos que devo tomar daqui pra frente, sem nunca deixar de olhar para trás e aprender com meus erros.

É muito bom saber que existem pessoas que lhe amam quase incondicionalmente (pra mim, o único amor incondicional é o de mãe), mesmo que você já tenha pisado na bola várias vezes. E que são essas pessoas que sempre estarão lá para lhe dar a mão para levantar, ou vão ficar deitadas ao seu lado no chão, enquanto você precisar.

Aprendi que o amor de uma jovem mãe pode ser tão grande que, além de acalantar o seu filho, pode respingar naqueles à sua volta, bastando um simples olhar para lhe ajudar a restaurar a força que você precisa em momentos de necessidade.

Estou conhecendo pessoas novas, e me dando a chance de conhecer melhor pessoas que já faziam parte da minha vida, mas que, não sei por qual motivo, nunca havia feito. E também estou me permitindo coisas novas, que, Deus sabe porque, nunca me permiti. Tenho até pensado em pular de para-quedas!!!

Estou aprendendo a ver os pequenos detalhes das coisas. A ver a beleza que pode existir em atos aparentemente simplórios, ou desimportantes para a maioria das pessoas. Estou aprendendo a confiar nas pessoas, reconhecer verdadeiros amigos, e separá-los dos "colegas', algo que eu não sabia fazer muito bem.

Vou terminar meu retorno com duas frases. Uma que eu mesmo cunhei, com a ajuda daqueles que são citados nela:

"Chega a ser contraditório que, no momento em que meu coração parece mais vazio, seja justamente o momento em que eu me sinto mais amado."

E outra que minha mãe me fala desde que eu era bem pequeno:

"Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe!"

Fiquem com Deus, e me cobrem por novas atualizações! (Prometo que serão mais leves e menos maçantes do que essa)