Mostrando postagens com marcador CBF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CBF. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Obras da COPA 2014 servirão como instrumento de inclusão social

Iniciativa sensacional para inclusão social de ex-presidiários. Será que estamos vivendo um momento histórico, em que as pessoas que devem cuidar do bem-estar da população realmente estão fazendo isso?

Do site da ESPN Brasil

Ex-presidiários vão trabalhar em obras de estádios para 2014

O comitê organizador da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil, assinou nesta terça-feira um acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que ex-presidiários trabalhem na construção ou reforma dos 12 estádios que sediarão jogos da competição.

O acordo foi assinado pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, em cerimônia realizada no Rio de Janeiro.

O programa, que tem como objetivo a reinserção dos presos na sociedade, pedirá às empresas do setor de construção que reservem uma parte dos postos de trabalho para ex-presidiários que estejam com situação resolvida na Justiça.

"Não obrigaremos ninguém a isso, mas tenho certeza de que as empresas atenderão a solicitação do comitê", afirmou Ricardo Teixeira a jornalistas após a cerimônia.

O dirigente destacou que o Mundial criará milhares de empregos que servirão como "porta de saída para quem se perdeu no caminho" e considerou que o programa servirá para "materializar o conceito de Justiça cega e independente".

Gilmar Mendes revelou que a iniciativa partiu do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, durante uma visita a Brasília ano passado, durante o Mundial de futsal.

Valcke conheceu o programa brasileiro de reinserção "Começar de novo" e viu a oportunidade de aplicá-lo na organização do Mundial, segundo o presidente do Supremo. Além de oferecer emprego aos ex-presidiários na construção civil, o programa prevê o oferecimento de cursos de formação profissional nas penitenciárias.

O "Começar de novo" é parte de um programa mais amplo do CNJ para estudar a situação penal dos condenados e facilitar a reinserção daqueles que estão na cadeia por crimes que não cometeram - situação de 30% dos 450 mil presos do Brasil, segundo dados do conselho.

Desde o início da campanha, em agosto de 2008, foi revista a situação de 68 mil pessoas, com 12 mil colocados em liberdade e outros 8 mil obtendo benefícios como a redução da pena.

domingo, 18 de outubro de 2009

Sinal dos tempos

Será que finalmente o bom senso se abateu sobre o todo poderoso presidente da CBF, ou trata-se apenas uma manobra para demonstração de poder? Espero que seja algo além de bravatas e mais bravatas...

Do blog do Juca Kfouri, de novo, no UOL.

Viva! Quem diria?

No "ESTADÃO" deste sábado

CBF quer mudar horário de jogos

Ricardo Teixeira afirma que pretende iniciar partidas às 20 horas na Série A de 2010
Almir Leite, Sílvio Barsetti, RIO
Com o prestígio em alta, trânsito livre no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, cortejado por ministros, governadores e prefeitos, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira, está disposto a enfrentar uma de suas maiores aliadas nos últimos anos, a TV Globo. Em entrevista na sede da CBF, na quinta-feira, o dirigente deixou clara a intenção de antecipar para as 20 horas o início de jogos de meio de semana do Brasileiro de 2010.

Atualmente, em geral, partidas de maior importância começam às 21h50, nas quartas-feiras, para agradar à emissora. Teixeira vai além e propõe que eventual mudança no calendário seja analisada de forma "séria e detalhada". Ele se diz favorável à adaptação ao calendário europeu e defende o sistema de pontos corridos, desde 2003 usado no torneio nacional.

"Como presidente da CBF não posso só ficar preocupado com índice (de audiência) de TV. Tenho de ficar preocupado com o torcedor no estádio também. Não adianta fazer jogo com estádio vazio", disse Teixeira, presidente da entidade desde 1989 e que, portanto, teve 20 anos para fazer mudanças.

A relação da CBF com a emissora vive momento de crise. Ambos os lados negociam a renovação do contrato para a transmissão dos jogos da seleção e uma das hipóteses que o Estado apurou é a de que a CBF faça acordos pontuais - por exemplo, um jogo por vez. A Rede Globo, por meio de sua assessoria, informou que vai seguir a decisão da CBF. A emissora também se limitou a adiantar que estudará a sugestão de adaptação do futebol local ao calendário europeu.

Na entrevista, também concedida aos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, Teixeira abordou vários temas, muitos relacionados a Dunga e aos Mundiais de 2010 e 2014. E foi enfático ao dizer que pode substituir cidade que não cumprir o estabelecido com a Fifa no momento de escolha para ser uma das 12 sedes da Copa de 2014.

"Não adianta discutir por etapa. Quer discutir, vamos discutir calendário, implementação do calendário europeu, vamos analisar o horário dos jogos. Estamos fazendo testes na Série B, com excelentes resultados. Quem sabe a gente não modifica o horário dos jogos? Pelo menos no meio de semana tem de ser estudado. Se vamos discutir, vamos discutir o todo. Os argumentos que usam contra os pontos corridos, dou 80 mil argumentos a favor. Estamos com 290 jogos, público médio de 17 mil pessoas - isso é média de Campeonato Francês -, com tendência de crescer mais ainda. Como presidente da CBF não posso só ficar preocupado com índice de TV. Tenho de ficar preocupado com o torcedor no estádio também. Não adianta fazer jogo para estádio vazio (Mas quem paga a conta não é a TV?, o presidente é indagado). Há um exagero. Não se pode dizer que Nike, Ambev, Vivo e Gillette pagam a conta da CBF. Não pagam. Elas trocam com a CBF. A CBF entrega a elas uma seleção brasileira vencedora para associar a marca deles, e eles nos pagam por isso. Isso é um negócio, é uma troca ..."

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vai começar a farra!

O Todo-poderoso excelentíssimo senhor presidente da CBF, Ricardo Teixeira, falou em entrevista a jornais do Sudeste do País aquilo que todos, pelos menos aqueles que raciocinam, já sabiam, e ele negava: Será usado dinheiro público para reforma e construção de estádios para a Copa do Mundo.

Que maravilha, afinal de contas esse é o maior problema enfrentado pelo governo federal, ou mesmo pelo futebol brasileiro.

A Copa o Mundo não deve ser vista como um objetivo a ser alcançado, como algo que provoque as melhorias de infraestrutura e esportivas necessárias para que o país sede tenha esse direito. Ela deve ser vista como uma forma de premiação aos países que já atingiram esse nível. Afinal, a Copa dura apenas um mês, e essas obras ficarão para a posteridade.

O importante agora (vamos fingir que só agora ficamos sabendo da farra do boi) é fiscalizar concursos, projetos, licitações, prognósticos, orçamentos e tudo que envolverá a realização dessa Copa.

O fato de nenhum, isso mesmo, nenhum, estádio brasileiro, nem mesmo o estádio João Havelange, o Engenhão, inaugurado em 2007 para o Pan do Rio, ser adequado às exigências da Fifa para a realização de um jogo de copa do Mundo não parece tocar o presidente da CBF.

Não era obrigação da confederação cuidar e fiscalizar os estádios, pára que eles fossem gradativamente, de acordo com à evolução natural das normas, se adaptando às regulamentações da Fifa?

Será que ninguém percebeu ainda que um estádio de futebol, se usado exclusivamente para tal, será um enorme prejuízo, e que isso é extremamente inviável para uma instituição pública de qualquer esfera, seja ela municipal, estadual ou federal?

Não é função do governo, como órgão público, produzir atletas para esportes de alto rendimento e competições internacionais, como é o caso do Futebol, e sim oferecer possibilidade de práticas esportivas a todos, visando integração social, qualidade de vida, educação.

Enquando ninguém percebe quais as reais necessidades esportivas, vamos continuar por aqui, apenas lamentando as decisões dos nossos dirigentes, autoridades e Governantes. E tem gente querendo ainda que o Rio de Janeiro seja sede das Olimpíadas de 2016. Aí é demais...