Ok, ok, ok. O Barcelona é o maior time do mundo. Perto dos maiores de todos os temos, junto com o Real Madrid dos anos 50, Santos dos anos 60, Ajax e Bayern dos anos 70 e Milan dos anos 80.
O Messi é o melhor jogador do mundo. Possivelmente um dos maiores da história.
Justamente por isso a revolta de tantas pessoas diante do que aconteceu ontem no jogo do Milan contra o Barcelona no Camp Nou. O time não precisa das "ajudas" que tão comumente recebe, especialmente em jogos decisivos da UEFA Champions League. Quem não lembra do episódio do "Escândalo de Stamford Bridge" (Jogo assim apelidado por José Mourinho, em que o Chelsea foi absurdamente prejudicado pelo árbitro Tom Henning Ovrebo) de 2009? O jogo de ontem, apesar de não tão escandaloso, entra para a mesma galeria.
A atuação do Milan foi bem inferior a atuação da semana passada, mas ainda tinha chances reais de classificação, enquanto o jogo estava empatado por 1 x 1. Principalmente se tivesse conseguido levar esse resultado para o segundo tempo.
Para terminar como disse o jornalista Paulo Vinícius Coelho: "O Barça é o melhor time do mundo. Poderia ter sido eliminado ontem, na bola -- no apito também." Ou como disse o também ótimo jornalista Mauro Cezar Pereira, também da ESPN. "E se fosse o Real do Mourinho"?
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Inter supera Barça e chega à final da Champions League
Ia escrever um texto, mas concordo com cada palavra desse aqui.
Do blog do Mauro Cezar Pereira, no site da ESPN Brasil
Triunfo da Inter sobre Barça mostra que defender também é uma arte
O Barcelona é um time espetacular porque tem jogadores espetaculares. A Internazionale é um bom time porque tem jogadores bons, e um goleiro sensacional. Além do técnico, claro.
Exigir que os adversários do Barça joguem um futebol franco, aberto, é classificá-los como idiotas, ou suicidas. José Mourinho não é uma coisa, nem outra. Assim, se fechou.
Qual o problema da retranca diante de um adversário que atua em casa e é mais poderoso tecnicamente? Ainda mais se você tem a vantagem de poder perder por um gol e conta com apenas 10 homens desde o primeiro tempo...
Esse era o cenário para a equipe italiana. Que naturalmente recuou. Não acredito que Mourinho tenha dito aos jogadores algo como "não contra-ataquem". Eles simplesmente não conseguiram.
Sim, a técnica do Barcelona, sua imensa posse de bola, encurralaram o adversário. É comum em situações como a desta semifinal de Uefa Champions League. E a Inter ficou presa lá atrás.
Assim, coube ao time de Milão segurar a pressão. E isso foi feito com estupenda competência, concentração, poder de marcação, uma muralha foi erguida, tanto que dos 15 tiros do Barça só quatro foram no alvo.
Sabe quantas defesas dificílimas Júlio César fez? Uma, no chute de Messi na etapa inicial. O argentino também deixou Bojan cara a cara com o arqueiro, mas ele cabeceou para fora.
Foi Messi quem iniciou a jogada do gol de Piqué, em passe de Xavi, e se o argentino não fez mais, méritos para a capacidade dos rivais. Ele foi marcado com competência. E é o melhor!
Aos que apontam a Internazionale como um time que só se defendeu, lembro os três gols em Milão, com cinco finalizações certas, ou seja, alto índice de aproveitamento. E tome marcação no Barça.
Cada um usa a arma que tem. Se a Uefa Champions League fosse disputada em pontos corridos, não creio que o time de Mourinho conseguisse acompanhar o Barça. Mas no mata-mata, soube fazê-lo.
Assim, a Inter, heróica, vai à decisão. Defender também é uma arte, e se o seu time é inferior, a estratégia é (quase) tudo. Que o Barcelona siga jogando bonito. Tem jogadores para isso. Ano que vem tem mais...
PS: se você elogiou o Joel Santana no campeonato carioca, não leve a mal, mas não pode criticar o Mourinho
Outra constatação qu epode ser feita a partir desta semifinal, é que se no banco de reservas e talvez no ataque a seleção brasileira tem problemas, pelo lado direito da defesa e no gol contaremos com os melhores do mundo em suas posições para a Copa do Mundo. Lúcio, Maicon e Júlio César, sem necessariamente destaque maior ou menor para nenhum, foram fundamentais para a classificação italiana.
E José Mourinho, que deve estar se sentindo o maior de todos os treinadores, tem direito de pensar assim. Ele mostrou mais uma vez, depois de humilhar o Chelsea em Stamford Bridge, que é "Especial".
Do blog do Mauro Cezar Pereira, no site da ESPN Brasil
Triunfo da Inter sobre Barça mostra que defender também é uma arte
O Barcelona é um time espetacular porque tem jogadores espetaculares. A Internazionale é um bom time porque tem jogadores bons, e um goleiro sensacional. Além do técnico, claro.
Exigir que os adversários do Barça joguem um futebol franco, aberto, é classificá-los como idiotas, ou suicidas. José Mourinho não é uma coisa, nem outra. Assim, se fechou.
Qual o problema da retranca diante de um adversário que atua em casa e é mais poderoso tecnicamente? Ainda mais se você tem a vantagem de poder perder por um gol e conta com apenas 10 homens desde o primeiro tempo...
Esse era o cenário para a equipe italiana. Que naturalmente recuou. Não acredito que Mourinho tenha dito aos jogadores algo como "não contra-ataquem". Eles simplesmente não conseguiram.
Sim, a técnica do Barcelona, sua imensa posse de bola, encurralaram o adversário. É comum em situações como a desta semifinal de Uefa Champions League. E a Inter ficou presa lá atrás.
Assim, coube ao time de Milão segurar a pressão. E isso foi feito com estupenda competência, concentração, poder de marcação, uma muralha foi erguida, tanto que dos 15 tiros do Barça só quatro foram no alvo.
Sabe quantas defesas dificílimas Júlio César fez? Uma, no chute de Messi na etapa inicial. O argentino também deixou Bojan cara a cara com o arqueiro, mas ele cabeceou para fora.
Foi Messi quem iniciou a jogada do gol de Piqué, em passe de Xavi, e se o argentino não fez mais, méritos para a capacidade dos rivais. Ele foi marcado com competência. E é o melhor!
Aos que apontam a Internazionale como um time que só se defendeu, lembro os três gols em Milão, com cinco finalizações certas, ou seja, alto índice de aproveitamento. E tome marcação no Barça.
Cada um usa a arma que tem. Se a Uefa Champions League fosse disputada em pontos corridos, não creio que o time de Mourinho conseguisse acompanhar o Barça. Mas no mata-mata, soube fazê-lo.
Assim, a Inter, heróica, vai à decisão. Defender também é uma arte, e se o seu time é inferior, a estratégia é (quase) tudo. Que o Barcelona siga jogando bonito. Tem jogadores para isso. Ano que vem tem mais...
PS: se você elogiou o Joel Santana no campeonato carioca, não leve a mal, mas não pode criticar o Mourinho
Outra constatação qu epode ser feita a partir desta semifinal, é que se no banco de reservas e talvez no ataque a seleção brasileira tem problemas, pelo lado direito da defesa e no gol contaremos com os melhores do mundo em suas posições para a Copa do Mundo. Lúcio, Maicon e Júlio César, sem necessariamente destaque maior ou menor para nenhum, foram fundamentais para a classificação italiana.
E José Mourinho, que deve estar se sentindo o maior de todos os treinadores, tem direito de pensar assim. Ele mostrou mais uma vez, depois de humilhar o Chelsea em Stamford Bridge, que é "Especial".
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