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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

É aí no Brasil que eu quero viver

Não é que eu esteja achando ruim a vida em Santiago.
Não é que eu não goste das pessoas, muito pelo contrário.
Não é que eu tenha ou não tenha problemas com alguém.
Não é que eu ache que o BRASIL é o melhor ou pior em alguma coisa.

É só porque bateu uma saudadezinha, confesso que fertilizada com um pouco de caipirinha, misturada com algumas lágrimas, que quase ganharam vida, recebendo notícias, fotos, telefonemas, e-mails...

Saudade da família, dos amigos, das surpresas, dos cachorros, das PEDRAS NO CAMINHO...

Enfim...

"Estou longe de tudo/De tudo que eu gosto/Dessa terra tão linda/Que me viu nascer.
Um dia me queimo/Meto o pé na estrada/É aí no Brasil/Que eu quero viver.
Cada um no seu canto/Cada um no seu teto/A brincar com os amigos/Vendo o tempo correr.
Quero olhar as estrelas/Quero sentir a vida/É aí no Brasil/Que eu quero viver.
Estou puto da vida/Essa gripe não passa/De ouvir tanta besteira/Não me posso conter
Um dia me queimo/E largo tudo isso/É aí no Brasil/Que eu quero viver.
Isso aqui não me serve/Não me serve de nada/A decisão tá tomada/Ninguém vai me deter.
Que se foda o trabalho/Esse mundo de merda/É aí no Brasil/Que eu quero viver"

De um dos maiores artistas da hitória da humanindade, Oscar Niemeyer.

Grande abraço e fiquem com Deus!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Brasil

Ontem aconteceu algo bastante inusitado aqui em Santiago. Fui com o pessoal daqui da casa a um restaurante japonês, para experimentar o sushi de Santiago. Acho que a escolha do local não foi boa, pois os sushis estavam horríveis! Mas não foi esse o inusitado.

O restaurante fica numa praça, com um espaço interno e algumas mesas na parte externa do restaurante. Ficamos nesse espaço. Sentei na cabeceira da mesa, próximo a uma das brasileiras que também mora na casa. Um homem na rua tocava um instrumento que lembrava uma gaita, mas com o som muito parecido comm o de uma flauta doce.

Este homem ouviu nossa conversa e percebeu que eramos brasileiros. Então disse que iria tocar uma música em nossa homenagem. E começou a tocar "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso. Por alguns segundos, enquanto ouvia aquela melodia tão familiar, minha mente começou a vagar por milhares de lugares ao mesmo tempo. Fiquei ligeiramente emocionado. Não muito, pois ainda não tive tempo de sentir saudades do Brasil a esse ponto.

O que mais me deixou emocionado foi imaginar o impacto que um momento como aquele poderia ter em alguém que está realmente longe de casa a muito tempo, a meses ou anos. Como deveria ser a reação de alguém que teve que deixar para trás família, amigos e tudo mais. Conversei um pouco sobre isso com a minha colega brasileira, e ela também pensou algo parecido.


Aquarela Do Brasil

Ary Barroso

Brasil!
Meu Brasil Brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor...

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Canta de novo o trovador
A merencória à luz da lua
Toda canção do seu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado...

Esse coqueiro que dá coco
Oi! Onde amarro minha rede
Nas noites claras de luar
Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro...

Brasil!
Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente
Brasil, samba que dá
Para o mundo se admirar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor...

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Canta de novo o trovador
A merencória à luz da lua
Toda canção do seu amor
Huuum!
Essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado...

Esse coqueiro que dá coco
Onde amarro minha rede
Nas noites claras de luar
Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Huuum!
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro...

Brasil!
Meu Brasil Brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor...

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Canta de novo o trovador
A merencória à luz da lua
Toda canção do seu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado...

Esse coqueiro que dá coco
Onde amarro minha rede
Nas noites claras de luar
Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro...

Oi! Essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro



Grande abraço, e fiquem com Deus!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Viva a copa no Brasil -il-il-il

04/02/2010 - 11h00
Dinheiro público financiará 94% dos estádios da Copa-2014


MARIANA BASTOS
PAULO COBOS
da Folha de S.Paulo

Agora é oficial. A Copa de 2014, que Ricardo Teixeira, o presidente da CBF, dizia que seria o Mundial da "iniciativa privada", terá 94% dos R$ 5,342 bilhões para a reforma e a construção de estádios bancados pelos cofres públicos.

A conta foi formalizada pelo Ministério do Esporte, que divulgou documento que detalha as responsabilidades dos gastos do Mundial e especifica quanto custará cada um dos 12 estádios da Copa e quem irá pagá-los (também fez isso para as obras de mobilidade urbana necessárias para a competição).

O contrato mostra que R$ 3,427 bilhões para as obras nas arenas serão bancados com dinheiro do BNDES. O governo federal argumenta que o banco estatal de fomento fará empréstimos em condições de mercado, o que não configuraria uso de verba pública.

Mas, desse montante, só R$ 175 milhões devem ser tomados por entidades privadas --R$ 25 milhões pelo Atlético-PR e R$ 150 milhões pelo São Paulo. O resto, ou quase tudo, será levantado pelos governos estaduais, que falharam na tentativa de angariar parceiros privados para as obras.

Além do dinheiro do BNDES, os Estados ainda preveem investir, com recursos próprios, quase R$ 1,6 bilhão nas arenas. O governo de Brasília, por exemplo, promete bancar com dinheiro do seu orçamento R$ 345 milhões dos R$ 745 milhões que vai custar o novo Mané Garrincha, o mais caro de todos os estádios do Mundial.

Em 2007, quando o país ganhou o direito de abrigar a Copa pela segunda vez, a CBF, a responsável pela candidatura brasileira na Fifa, estimava que o país gastaria pouco menos de R$ 2 bilhões com estádios. Ou seja: a estimativa atual já é 167% maior do que a original.

O fato de os cofres públicos assumirem quase toda a conta dos estádios vai na contramão do que Ricardo Teixeira discursava até ano passado. Em maio, por exemplo, a CBF divulgou comunicado, assinado por ele, em que o cartola era categórico na defesa de verbas privadas.

"A Copa do Mundo será melhor quanto menos dinheiro público for investido. Essa equação é que norteia o projeto desde o início. Ao governo, em todos os seus níveis, caberá os gastos com obras que lhe dizem respeito. O investimento maior terá de vir da iniciativa privada", escreveu o cartola.

Os mais de R$ 5 bilhões que o Brasil pretende gastar com estádios fica acima do despendido pela África do Sul nas arenas do Mundial deste ano. A projeção de investimento dos sul-africanos é de R$ 3,9 bilhões. São dois estádios a menos que o Brasil, mas alguns dos projetos são arquitetonicamente mais ousados que os brasileiros, como os do Soccer City, em Johannesburgo, e das arenas da Cidade do Cabo e de Durban.

Os organizadores do Mundial brasileiro querem que as obras de todos os estádios comecem em março, mas nem todas as sedes cumprirão o prazo.

E tem gente séria que foi a favor da realização da Copa no Brasil. E que realmente acreditou que não haveria dinheiro públicopara obras de estádios. E ainda será necessário acompanhar se os clubes que utilizarem empréstimo do BNDES realmente pagarão os empréstimos, e quais as taxas de juros e tudo mais... Como diz o macaco Simão, esse é o país da piada pronta.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Brasil abre mão de impostos para a Fifa e pode gerar mais empregos. Lá fora

Mais uma do blog do Mauro Cezar Pereira, no ESPN.com.br

O Brasil vai abrir mão de tributos para que a Copa do Mundo aqui aconteça em 2014. É um dos privilégios a serem concedidos à "Dona" Fifa, assunto que este blog já abordou — clique aqui e leia. Mas como isso acontecerá? Fomos ouvir um especialista, o consultor de impostos da IOB Consultoria das áreas tributária e jurídica Rogério Bezerra Ramos.

Ele esclarece que o propósito em situações assim é fazer "uma renúncia fiscal de vários tributos visando aumento de arrecadação em outros, girando a economia, atraindo turistas, dando prioridade a um aspecto social". Lembra que hoje já existem alguns incentivos setoriais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que concedem isenções.

Mas quais são esses impostos que (quase) todos nós pagamos e a "Dona" Fifa, assim como seus parceiros, não terão de encarar? "Tributos não cumulativos, PIS, 1,65%; Cofins, 7,6%; o que pode variar de acordo com o setor. Há ainda a não tributação do Imposto de Renda sobre o lucro da Pessoa Jurídica", enumera o consultor.

Bezerra Ramos acrescenta que a legislação tributária brasileira atinge no destino, não na origem, ou seja, tributa na importação, não na exportação. "O objetivo é criar estímulos para que se produza aqui e gere empregos. Mas dependendo do item não vale a pena instalar empresa ou uma estrutura específica no Brasil e então se pode estimular alíquota zero para importação".

Aí está o ponto. Como a Fifa tem liberdade de escolha dos parceiros comerciais, poderá ocorrer a isenção de tributos a produtos feitos em outros países. Se, por exemplo, uma bola com as especificações da entidade só for confeccionada no Laos, na Alemanha ou no Camboja, a empresa associada à Fifa poderá vendê-la aqui sem pagar determinadas taxas.

Em resumo: produtos feitos lá fora seriam comercializados no mercado brasileiro a preços muito inferiores, graças à renúncia fiscal, e sem gerar empregos no Brasil. E é bom lembrar: a Fifa decidirá isso. "Não podemos favorecer a importação em detrimento à geração de empregos", adverte o consultor da IOB.

Para Rogério Bezerra Ramos, esta é uma situação bem delicada, pois alguma renúncia fiscal terá de ocorrer. "Este foi um daqueles acordos internacionais nos quais o presidente da República assume um compromisso e ele o leva para o país. Alguns podem questionar e achar que ele aceitou exigências demais, surgem detalhes a serem alinhados no Congresso, etc".

Quando uma montadora de automóveis recebe isenção fiscal para se instalar numa determinada região, ela obrigatoriamente terá que gerar empregos diretos e indiretos, pois contratará funcionários e seus fornecedores de peças e demais itens farão o mesmo. Não há como trazer milhares de cambojanos, alemães ou laosianos para cá. Serão, em sua maioria, empregados brasileiros. É o que sustenta tais medidas generosas para com os novos investidores.

No caso da Copa do Mundo não há garantia de que mais ou menos empregos sejam gerados a partir desta, digamos, generosidade tributária. Certamente determinado número de novas frentes de trabalho virá, mas se alcançará patamares elevados, envolvendo números compatíveis com a renúncia fiscal da União, só o tempo dirá. Aliás, só a "Dona" Fifa dirá.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

FIFA e BRASIl, sobre a COPA 2014

Do blog do Mauro Cézar Pereira, no espn.com.br


Está no site Congresso em Foco: "Zero de impostos para Fifa na Copa de 2014" — clique aqui e leia. A nova facada nos cofres públicos e no bolso do contribuinte com pretexto futebolístico foi anunciada segunda-feira pelo site do Ministério do Esporte, que ressaltou: "A isenção tributária é uma das 11 garantias governamentais oferecidas pelo governo federal para cumprir as exigências da Fifa para a realização da Copa do Mundo no Brasil".

Sim, sim, muito bonito. A "Dona" Fifa traz seu evento para o Brasil e impõe condições. E elas não são poucas. Em meio a todas exigências, a de que o Brasil abra mão de tributos. Com isso, não só a entidade internacional como seus parceiros comerciais terão absoluta isenção por conta do Mundial de Futebol em 2014. Mais patético ainda é que não foi a Fifa quem apresentou um pedido nesse sentido, mas o governo brasileiro tenta convencê-la.

Assim, o projeto detalhando o "presente" foi apresentado ao ilustríssimo secretário-geral Jerome Valcke, pelo homem que mais troféus e medalhas entrega no país. Ele mesmo, o ministro do Esporte, Orlando Silva. O site acrescenta que o texto a ser enviado ao Congresso em fevereiro ainda sofrerá ajustes por parte da Fifa. Sim, senhoras e senhores, a toda poderosa do futebol ainda vai alterar o que achar necessário.

A notícia publicada pelo Congresso em Foco tem trechos ainda mais estarrecedores: "(Orlando) Silva, o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Machado, o secretário de Futebol do Ministério do Esporte, Alcino Rocha, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, membros da Casa Civil e de outros órgãos do governo esperavam pela aprovação da entidade que rege o futebol. Apesar da instituição ter gostado do que viu, ainda pediu um tempo para analisar a matéria".

Observe bem o detalhe: a Fifa exige isenção de impostos. O governo assegura que dará. Para isso apresenta um projeto à entidade e ela, a "dona" do futebol, pede para analisar e ver se está ok. Demais, não? Soberania nacional é lixo perto das exigências desses cartolas. E nem estamos falando de outras aberrações em nome da Copa 2014, como os estádios bancados pelo dinheiro público e suas cifras astronômicas, como R$ 500 milhões pela (mais uma) reforma do Maracanã.

O resumo da ópera? Voltemos ao Congresso em Foco: "A Fifa terá a isenção de impostos como PIS e Cofins, que incidem sobre faturamento; Imposto de Renda; contribuição previdenciária do empregador; IOF e imposto de importação, entre outros".

Em outubro o site mostrou a saia justa entre as pastas do Esporte e da Fazenda. Orlando Silva e seus Blue Caps queriam atender a todas as exigências. Já o ministério de Guido Mantega pretendia um meio-termo, "como foi na Copa da Alemanha". O Congresso em Foco acrescenta que, ao final, prevaleceu o que acontecerá este ano na África do Sul: 100% de isenção.

Fifa e parceiros estarão livres de impostos de janeiro do ano que vem até o fim de 2015! E a Copa terminará em julho de 2014. Claro que políticos e dirigentes têm várias desculpas para isso. Como contribuinte e cidadão, você as engole se quiser. Acha que acabou? Tem mais: a entidade cobra garantias de proteção às suas marcas. Ou seja, quer se livrar da pirataria, algo que, na prática, ninguém consegue.

Satisfeito? Calma, ainda tem mais. Outra exigência é a fácil concessão de vistos de trabalho temporários, de imigração etc. Ela será dada. Assim, se Osama Bin Laden for amigo dos cartolas, quem sabe ele não aparece para ver a Copa?!


 Acha que acabou? em breve novas notícias de como nós, e somente nós, contribuintes, pagaremos pela COPA 2014, provavelmente sem boa parte do retorno prometido.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A questão da justiça esportiva brasileira não é geográfica

Mais uma do Blog do Juca Kfouri 

A questão da justiça esportiva brasileira não é geográfica



O senador Osmar Dias (PDT-PR) resolveu jogar para torcida.
Para a torcida do Coritiba.
E propôs que o STJD se mude do Rio de Janeiro para Brasília.
Como se a Capital Federal fosse garantia de bons modos, e não exatamente o contrário como se vê no Senado presidido por Sarney.
Ou na Câmara de Temer e no governo de Arruda, para não falar da casa da Dinda, ou dos mensalões dos tucanos, dos petistas, dos demo e por aí afora.
A solução para a Justiça Esportiva é de outra ordem.
Passa por concursos para os auditores e por tribunais de penas, com ritos sumários, como se faz na Copa do Mundo, pela Fifa, e ninguém chia, nem recorre, nem exige direito de defesa, do contraditório, ou pede efeito suspensivo.
É claro que por ser no Rio, a tendência é a do STJD ter mais gente da cidade, gente que não se constrange a julgar casos que envolvem o time do coração dela e é claro que se fosse em Brasília menos gente gostaria de fazer parte do circo.
Mas não seria a solução.
Porque o STJD é a mais perfeita herança da tradição bacharelesca e cartorial que caracteriza os usos e costumes de nossos colonizadores há mais de 500 anos.

Congresso Nacional 1, Copa 2014 0

Do blog do Juca Kfouri, no UOL.


Comissão de Fiscalização da Câmara aprova por unanimidade relatório da  Subcomissão da Copa de 2014 


Por WILSON TEIXEIRA SOARES*           
 Relatório do deputado Paulo Rattes critica o governo federal e a CBF por não terem realizado um planejamento estratégico para o Mundial do Brasil


Brasília, 16 de dezembro.


A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou hoje, por unanimidade, o relatório da Subcomissão da Copa de 2014, de autoria do deputado Paulo Rattes (PMDB-RJ).

Intitulado "Brasil - Copa 2014: Desafios e Responsabilidades", o texto critica o governo federal e a CBF por não terem realizado um planejamento estratégico para preparar o Brasil para receber o Mundial de Futebol FIFA.

- A decisão da FIFA de estabelecer o sistema de rodízio para definir as sedes das Copas de 2010 e de 2014 antecipou a vitória da candidatura brasileira antes mesmo do presidente Lula assinar o Caderno de Compromisso da FIFA. 

Havia, portanto, um confortável espaço de tempo para que os responsáveis pela realização do Mundial do Brasil levantassem os problemas a serem enfrentados, as ações a serem realizadas e quanto custariam aos cofres públicos - disse o deputado Rattes, depois da aprovação do relatório.

Autor do requerimento que criou, no dia 5 de março, a Subcomissão da Copa de 2014, para o deputado Paulo Rattes ficou claro que nem o governo federal nem a CBF se prepararam adequadamente para as demandas naturais decorrentes do direito de sediar o Mundial.

O que, segundo ele, ficou evidenciado na medida em que os requerimentos da Subcomissão encaminhados à Casa Civil da Presidência da República e aos ministérios das Cidades e do Esporte solicitando informações pontuais sobre ações e custos para a realização do evento foram respondidos evasivamente.

- Ficou claro para os integrantes da Subcomissão da Copa de 2014 que o governo federal acordou tardiamente para a necessidade de saber quais as verdadeiras necessidades dos estados e das cidades-sede onde a Copa do Mundo será disputada. A prova disso é que, até hoje, o governo federal não conseguiu informar quanto gastará, por exemplo, em mobilidade urbana, obras de infraestrutura aeroportuária, saneamento básico e transporte público - afirmou Rattes.

Em seu relatório, o deputado critica, também, a CBF.
Segundo ele, ao contrário da África do Sul, que optou por um modelo transparente de organização, envolvendo a Federação Sul-Africana de Futebol, o governo, organizações sindicais, o empresariado e as comunidades locais, o Comitê Organizador Local da Copa de 2014 "constitui, na verdade, um pequeno enclave, sob a regência do presidente da CBF, Ricardo Teixeira.


- Esse fato ficou evidente, na medida em que tanto o presidente da CBF quanto o presidente do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, Carlos Langoni, apesar dos reiterados convites da Subcomissão, negaram-se a comparecer à Câmara dos Deputados para debater as necessidades do país para realizar, adequadamente e sem gastos abusivos, o Mundial - criticou Rattes.

Ressaltando que o sentimento dos integrantes da Subcomissão da Copa é de preocupação, em virtude de o governo federal não ter, até hoje, divulgado dados substantivos sobre quanto custará o Mundial, Paulo Rattes salientou o o risco de os aeroportos brasileiros não terem capacidade para suportar o aumento da demanda turística internacional que ocorrerá em julho e agosto de 2014, estimada em pelo menos 500 mil turistas.
Rattes salientou, no texto aprovado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, que "o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), José Márcio Molo, assegurou, em audiência pública realizada pelas comissões de Viação e Transportes e de Desenvolvimento Urbano, que as empresas aéreas preveem a possibilidade de o Brasil viver uma nova crise aeroportuária".
Essa crise, segundo o SNEA, a persistir a situação atual dos principais aeroportos do país, ocorrerá em 2013, ano da Copa das Confederações.

Na conclusão do relatório, o deputado Paulo Rattes recomenda ao Poder Executivo que crie uma Comissão Organizadora da Copa de 2014 integrada por representantes dos governos federal, estaduais e municipais, do Congresso Nacional, de entidades independentes e representativas da sociedade civil, da indústria e do comércio, de entidades sindicais, da CBF, do Ministério Público Federal, dos Tribunais de Contas da União, dos Estados e dos Municípios e, também, da Controladoria Geral da União (CGU).


Ele também recomenda que o levantamento elaborado pela Associação Brasileira de Infraestrutura de Bases (ABDIB) para o Ministério do Esporte e a CBF, encaminhado à presidência da República no mês de agosto, seja finalmente apresentado ao Congresso, para que a sociedade fique sabendo quanto  custará para a Nação organizar a Copa de 2014.

O relatório sugere, ainda, que as ações e gastos federais com a Copa de 2014 sejam identificados no Orçamento Geral da União; que seja elaborado e divulgado pelo Poder Executivo estudo realizado por instituição internacional sobre os legados pretendidos com a realização da Copa; e que sejam concedidas pela Receita Federal às micro e pequenas empresas nacionais que, na condição de terceirizadas, comercializarão produtos e serviços relacionados com a Copa de 2014 as mesmas facilidades fiscais que serão oferecidas à FIFA.


*Wilson Teixeira Soares é jornalista e assessor da Comissão de Fiscalização da Câmara dos Deputados.

domingo, 4 de outubro de 2009

RIO 2016. É preciso investir na base para evitar um "incidente diplomático"




Foi realmente um trabalho político impecável. Mostra como realmente o Brasil passou de zero à esquerda para um dos países mais respeitados do Mundo. Como contestam alguns detratores, a política externa do Brasil melhorou consideravelmente com o presidente Lula.

Porém, antes de qulaquer coisa, as Olimpíadas são, em primeira instância, um evento esportivo. Assim como a Copa do Mundo, a organização de tal evento em um país, deve servir para coroar a qualidade de investimentos e o tamanho do interesse esportivo de um país e de seu povo na área esportiva. Com certeza ocorrerá esse tipo de incentivo no Brasil, agora que as Olimpíadas estão confirmadas no Rio.


Mas, depois da euforia da conquista (confesso que mesmo sendo contra, foi impossível não se emocionar com a conquista política para a nação) é preciso começar a acompanhar, fiscalizar e mais do que tudo, questionar. E uma das primeiras perguntas que surgem, pelo menos em pessoas com algum senso crítco, é: Essa política esportiva e as melhorias urbanas prometidas e provavelmnte esquecidas (vide PAN-2007), ocorreriam mesmo que o país não fosse sede dos Jogos?

Outra questão: Haverá novos elefantes brancos para conturbarem ainda mais o caótico sistema urbano do Rio de Janeiro? Como serão as licitações? Terminarão com obras superfaturadas? O que será feito depois com os edifícios usados no popularíssimos esportes como ciclismo, tiro, hóquei, hipismo...

Será que finalmente sairá a tão sonhada despoluição da Baía da Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas?

Serão feitas modificações que atenderão às necessidades e melhorarão a qualidade de vida das populações que não poderão participar dos jogos, como nas periferias e favelas?

Vale lembrar que alguns elefantes brancos do Pan, serão reutilizados (não sem haver reformas, claro) pois havia a esperança dos Jogos Olímpicos. E agora, que não haverá evento esportivo de grande relevância depois? E qual será o acesso da população para tais edifícios? Existirá uma política esportiva séria, começando na base, usando o esporte como meio de educação e inclusão social? O esporte não vive de fenômenos como Gugas, Cielos, Daianes.

Apesar de jovem, aprendi a não ter muita esperança nos políticos brasileiros e suas promessas estapafúrdias. Vale lembrar que, dos políticos envolvidos na "conquista", o Governador Sérgio Cabral e o Presidente Lula, não ocuparão mais seus cargos, apenas o Prefeito do Rio de Janeiro terá chances de ainda ocupar o cargo. A não Ser que o Governador consiga o tão sonhado cargo de Presidente da República, algo que, se não era sua intenção, provavelmente apssará a ser, especialmente com o incremento de chances com sua conquista.

É importante pensar nisso como uma maneira de melhoria da qualidade de vida da população e também para evitar um vexame histórico, de continuarmos a lutar, e a nos conformar, apenas com medalhas de bronze ou com oitavos e décimos lugares. Ou então, os jogos servirão apenas para verrmos a bandeira americana no local mais alto do pódio, e o hino, ao ser entoado, ser acompanhado de vaias e vaias na maioria dos jogos, nos fazendo esquecer da  nossa participação vergonhosa nos quadro de medalhas.

Vamos ficar de olho.