sexta-feira, 1 de junho de 2012

Conquistas e gentilezas

Eu respeito as mulheres, suas conquistas, seus direitos. Porém, não suporto a ideia de que as mulheres tem que ser tratadas iguais aos homens. Pode até ser machismo da minha parte. Mas ainda considero as mulheres seres superiores. Podem dirigir empresas gigantescas, verdadeiros impérios industriais. Podem ser responsáveis financeiras de uma família. Ganhar Oscar de direção no cinema. Praticar esportes que até pouco tempo eram considerados "coisa de homem". Exercer profissões em universos considerados masculinos, como na construção civil. Poder decidir o que fazer da sua vida pessoal, ou profissional. Essas devem ser consquistas para se orgulhar.

Infelizmente, para algumas mulheres, a grande conquista da Revolução Sexual foi o direito de cometerem os mesmos erros e promiscuidades da maioria dos homens. É fazer tudo aquilo que sempre condenaram os homens por fazer. Acham que para ser livres, precisam de litros de cerveja, vodka ou o que for. Praticar o "sexo casual", como se isso fosse algo saudável. Na minha opinião, essas atitudes, quando são habituais, são condenáveis, independente do sexo de quem pratica.

Não quero bancar o puritano, ou politicamente correto, ou parecer hipócrita. Longe disso. Não acho errado que se faça isso de vez em qunado. Chutar o balde, meter os pés pelas mãos. Até que é bom. Quem nunca fez isso? Como diria um outro amigo, É apenas o que eu acho.


Li um texto hoje na internet e vi que tenho uma semelhança com seu autor. Ele diz que tem TOC de colocar a mulher no canto da calçada e de não deixá-la carregar peso. Acho que também sofro desse "mal". Não deixo uma mulher em pé e fico sentado na cadeira ao lado. Deixo passar na frente, puxo cadeira no restaurante, abro a porta do carro. Tento não falar palavrões perto delas. Gosto de ser gentil, cavalheiro. Minha mãe que me ensinou a ser assim.  
Infelizmente, numa época em que se acredita que as únicas motivações  para as atitudes de qualquer pessoa são sexo e/ou dinheiro, esse tipo de gentilezas acabam sendo mal interpretadas.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Amizade

     O que é um Amigo? Pra que serve um amigo? O que torna um amigo mais especial que outros?

     Todos temos vários círculos de amizade, concêntricos, de raios diferentes, variando de acordo com a sua proximidade conosco.

     Existem aqueles amigos de fim de semana, de "happy hour", de bebedeira, de conversa fiada que não leva a lugar nenhum. Existem aqueles com quem você sempre conversa, mas nunca sai pra "eventos sociais". São apenas amigos virtuais, para conversar por redes sociais, ou no máxximo por telefone.



     Há também aqueles que você só encontra em eventos sociais, como casamentos de amigos em comum, ou aqueles colegas de trabalho, com quem você acaba por criar um certo vínculo, mas não chegam a ser seus amigos.

     Todos esses podem ser ótimas companhias, mas não considero que cheguem a amizade. Amigo, na minha opinião, é aquele cara que, mesmo a centenas, ou milhares de quilometros de distância, ou a dois quarteirões, sente que você precisa dele e te liga. Ou dá pelo menos algum sinal de vida, com uma mensagem de texto aparentemente sem sentido no celular no meio da noite como quem diz, "tô aqui", "pode contar comigo". Pra quem você manda uma mensagem de texto às 2:00 da manhã perguntando se pode ligar pra ele e te liga em seguida.

     Alguém pra quem tempo e distância não fazem diferença, pois a cada reencontro, esse tempo e distância só servem pra alimentar aquele imenso pacote de histórias repetidas que serão contadas dezenas de vezes, e que todos lembram e sabe de cor, mas que sempre são interessantes. Não pelo conteúdo da história, ams pelos personagens.



      Aquela pessoa que, chega sema visar na sua casa e você briga com ele, não pelo modo como ele chegou, mas pelo tempo que faz que ele não vai lá.

     Que briga com você porque sua casa tá suja, ou a piscina, ou a pia. Que te impede de fazer aquela ligação que só vai lhe deixar pior. Que te ajuda a não tomar decisões ruins, e que, mesmoq ue você faça exatamente o contrário do que ele disse, vai estar ali pra você. E depois, vai tirar onda por conta disso e ainda ficar lhe cobrando, muitas vezes, publicamente. Não para lhe azucrinar, ou humilhar. Só pra curtir, ou ajudar.

     Alguém que serve de companhia tanto pra ver aquele super filme repetido pela 485713089571057 vez, quanto pra ir pra pré-estreia, à meia noite. Ou pra assistir de novo, um filme terrível só porque você pediu. ou, pra lhe sacanear, manda assistir um filme terrível, dizendoq ue você vai gostar.

     Ninguém é, ou tem, um amigo perfeito. Tenho certeza que eu não sou. Talvez não faça metade das coisas que exemplifiquei no texto. Talvez meus amigos não façam o que eu escrevi aqui. Mas, no fundo, não importa. Afinal, somos todos parte da pior espécie que habita o planeta, mas o fato de termos pessoas assim ao nosso lado, ainda que distantes, é que faz a vida valer a pena.

     No final, são eles que farão parte das maiores aventuras da sua vida. Ou melhor, eles que contarão boa parte das suas aventuras, certamente, com o máximo de exagero possível. E você ainda fica feliz com isso.

    Tudo isso pra dizer que, felizmente, eu tenho Amigos. E que Amigos!


    Grande abraço, e fiquem com Deus! ( Aos que acrditam. Aos que não acreditam, só um grande abraço)


    

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sem Mandamentos


     Faz tempo que não escrevo, e algumas pessoas (umas duas ou três) me cobraram por isso. Então, cá estou eu de novo. Às voltas com esse layout novo do blogger, que mudou tudo, mas vamos lá.

     Hoje ouvi uma música que me lembrou muita coisa. Lembrou um tempo em que tudo era mais fácil. Os problemas sérios daquele tempo, hoje parecem tão simples. Um tempo quando comecei a tentar dedilhar algo no violão. (Não que eu tenha aprendido muito mais de lá pra cá). Fala um pouco sobre o que nos faz feliz. Ou melhor, sobre o que precisamos pra sermos/ficarmos felizes. 

SEM MANDAMENTOS  
OSWALDO MONTENEGRO

"Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos 
De rostos serenos, de palavras soltas 
Eu quero a rua toda parecendo louca 
Com gente gritando e se abraçando ao sol 

Hoje eu quero ver a bola da criança livre 
Quero ver os sonhos todos nas janelas 
Quero ver vocês andando por aí 

Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse 
Eu até desculpo o que você falou 
Eu quero ver meu coração no seu sorriso 
E no olho da tarde a primeira luz 

Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto 
Eu quero um carnaval no engarrafamento 
E que dez mil estrelas vão riscando o céu 
Buscando a sua casa no amanhecer 

Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada 
Rasgar a noite escura como um lampião 
Eu vou fazer seresta na sua calçada 
Eu vou fazer misérias no seu coração 

Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua 
Pra escrever a música sem pretensão 
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce  
E que triunfe a força da imaginação"

Será que precisa de muito mais que isso?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

E a história se repete...

Ok, ok, ok. O Barcelona é o maior time do mundo. Perto dos maiores de todos os temos, junto com o Real Madrid dos anos 50, Santos dos anos 60, Ajax e Bayern dos anos 70 e Milan dos anos 80.

O Messi é o melhor jogador do mundo. Possivelmente um dos maiores da história.

Justamente por isso a revolta de tantas pessoas diante do que aconteceu ontem no jogo do Milan contra o Barcelona no Camp Nou. O time não precisa das "ajudas" que tão comumente recebe, especialmente em jogos decisivos da UEFA Champions League. Quem não lembra do episódio do "Escândalo de Stamford Bridge" (Jogo assim apelidado por José Mourinho, em que o Chelsea foi absurdamente prejudicado pelo árbitro Tom Henning Ovrebo) de 2009? O jogo de ontem, apesar de não tão escandaloso, entra para a mesma galeria.




A atuação do Milan foi bem inferior a atuação da semana passada, mas ainda tinha chances reais de classificação, enquanto o jogo estava empatado por 1 x 1. Principalmente se tivesse conseguido levar esse resultado para o segundo tempo.

Para terminar como disse o jornalista Paulo Vinícius Coelho: "O Barça é o melhor time do mundo. Poderia ter sido eliminado ontem, na bola -- no apito também." Ou como disse o também ótimo jornalista Mauro Cezar Pereira, também da ESPN. "E se fosse o Real do Mourinho"?

domingo, 25 de março de 2012

Noite lamentável no restaurante 4uartetto

Fui ao restaurante 4uartetto ontem com minha namorada e alguns amigos para comemorarmos o aniversário de uma amiga. E só tenho a lamentar, desde a entrada no estabelecimento:

Uma banda fraquíssima, com uma vocalista sofrível, destruindo dezenas de músicas boas;

Sempre ser recebdo por um dos responsáveis pelo estabelecimento com a gasta e desagradável piada de duplo sentido com seu sobrenome;

Demora para sermos atendidos por um garçom, para podermos fazer nossos pedidos;

Demora exagerada para recebermos nossos pedidos (Qualquer desculpa para levar mais de 15 minutos para preparar um sanduíche, seja ele qual for, é inválida). E um dos sanduíches que foi entregue estava péssimo;

Grosseria de outro funcionário do restaurante, que pelo traje DEVERIA ser um maitre, ou algo semelhante, mas, com aquele comportamento não poderia ser seuqer segurança do local;

Ao recebermos pedidos de desculpas pelo péssimo serviço durante a noite, ainda tive que ouvir "Eles (os donos do restaurante) inauguraram o boliche e não colcoaram funcionários suficientes pra atender todo mundo". É difícil contar a quantidade de erros que existem nesse pedidod e desculpas. Primeiro: Um funcionário não pode, ou pelo menos não deve, criticar a empresa em que trabalha e que lhe paga o salário diante de um cliente, como se ele próprio não fizesse parte dela. Segundo: é um grande atestado de incompetência, dizer que não estava preparado para a demanda. Ou houve erro de planejamento, ou não existe confiança no trabalho que está sendo feito. Terceiro: Os clientes não tem que responder pelas falhas apontadas que descrevi no segundo item.

E pra finalizar, depois de cancelarmos dois pedidos, ainda recebemos a conta "errada", sendo cobrados dois dos sanduíches que foram cancelados por conta da demora;

Uma pena, pois realmente gostava daquele restaurante. Já fui algumas vezes, e apesar de uma outra vez não possuir um dos pratos que pedi, nunca havia pensado em deixar de ir, pois sempre fui bem servido e bem atendido. Poorém nunca havia ido ali num sábado à noite. Acho que não volto tão cedo. Não acho admissível você preciosar "acertar" o dia num restaurante para ser bem atendido.

Enfim, depois desse festival de decepções, fomos ao Habib's ali perto e fizemos um lanche rápido.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Frivolidades

Ao meu amigo PH.

Falar sobre frivolidades com pessoas que não conhecemos bem é uma ótima maneira de passar o tempo, fugir da rotina, ter alguns momentos, possivelmente, divertidos sem risco.

Muitas vezes não gostamos de coisas novas. Temos medo. Creio que isso chega a ser evolutivo, o medo. Temos medo de correr riscos, de testar, tentar, aprender, se entregar. Claro! Todos temos nossas bagagens, nossos traumas, nossos problemas, nossa história.

Todos já falhamos com alguém, fomos traídos, magoamos e fomos magoados. Às vezes confiamos demais em quem não merecia, ou não fomos dignos da confiança de alguém.

E quando isso acontece contra a gente, criamos um escudo, um muro a nossa volta, que nos impede de voltarmos a ser como éramos. De certa forma, nunca somos as mesmas pessoas, dia após dia. Por isso, algumas vezes, é muito melhor criarmos um vínculo social superficial, apenas para fugirmos da solidão que nos impusemos para evitar ser machucados de novo.

Mesmo com nossos amigos, aqueles de verdade, em quem você confiaria sua senha do banco, (ou do facebook, que hoje algumas pessoas levam tão sério quanto a primeira)que confiaria cuidar da sua casa ou dos seus filhos, você tem necessidade desses pequenos momentos de futilidades, como discutir qual o super-herói mais poderoso, ou qual seriado de tv é o mais divertido. (

O importante é não deixar que esse muro cresça tanto que nos impeça de ver o que tem do outro lado, de tentar ver o melhor das pessoas. Mas sem exageros. Eu mesmo faço muito isso, de tentar ver o lado bom de todo mundo e normalmente me dou mal, mais cedo ou mais tarde, mas isso é conversa pra outro dia...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Hein? Nem me pergunte...

Tenho que voltar a escrever. Tô perdendo o hábito e o jeito com as palavras. É curioso,porque é algo que eu gosto bastante e me faz tão bem. Colocar tudo que existe no peito e na cabeça pra fora, pela ponta dos dedos.

Mesmo sem saber quem vai ler e quando. Ou porque. Ou ainda mais importante... Se aquela pessoa que você mais quer que leia vai ler e se vai saber interpretar exatamente o que você está "falando" e se surtirá o efeito esperado.

Quem sabe? Acho que, se eu quisesse realmente saber, não escreveria. Pelo menos não aqui. Não publicamente, dessa forma. e ao mesmo tempo, não é porque algo precisa ser dito, que necessariamente precisa ser ouvido.

Vai entender... Nem me perguntem, porque eu também não entendi muito bem. Ultimamente meus dedos e minha mente não andam muito em acordo.

Grande abraço e fiquem com Deus.

"Ele a viu, numa noite, dançando, despreocupadamente, como se mais ninguém estivesse ali. E daí se tinha mais alguém. Estava radiantemente feliz, com seu sorriso sempre acolhedor. Faltou um tantinho de coragem pra se aproximar. Mas, se aproximar pra que? Melhor deixar tudo como está."